Ministério Grão De Trigo

Ler Online
SEMENTES

FRUTIFICANDO

Capitulo 5

Sementes, livro por David W. Dyer

Publicacao Grao de Trigo

Escrito por David W. Dyer

ÍNDICE

Capitulo 1: NÃO OBSTANTE

Capitulo 2: O BATISMO COM FOGO

Capitulo 3: A SUBSTANCIA DE FE

Capitulo 4: O CAMINHO DE CAIM

Capitulo 5: FRUTIFICANDO (Capitulo Atual)

Capitulo 6: O SACERDOCIO

Capitulo 7: O SETIMO DIA

Capitulo 8: A ESPADA E O REINO

Capitulo 9: TRES PRINCIPIOS ESSENCIAIS

Capitulo 10: AMOR DE DEUS

Capitulo 11: VOCE ESTA ENGANADO?

Capitulo 12: O VERDADEIRO MINISTERIO



Capitulo 5: FRUTIFICANDO


O desejo de Deus é que Seu povo frutifique. Em João 15:16 Jesus diz: “Eu vos escolhi e vos designei para que vades e deis frutos.” Romanos 7:4 afirma que “...a fim de que frutifiquemos para Deus”. Pedro, o apóstolo, nos exorta que não deveríamos ser “...nem estéreis, nem infrutíferos no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Pe 1:8).

Qual é este fruto que Deus nos deseja ver produzindo? O que é que nosso Senhor está requerendo de nós? Com isso em mente, sendo Seu povo, devemos perguntar se estamos fazendo aquilo que Jesus evidentemente deseja.

Dar frutos significa nada mais que fazer as obras de Deus. Colossenses 1:10 diz: “...a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o Seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus.”

Ser frutífero inclui várias atividades. Levar pessoas a Cristo, ajudá-las a crescer na fé, atender às necessidades dos outros e, em geral, fazer tudo o que o Espírito Santo de Deus está dirigindo você a fazer.

As pessoas cristãs devem ser pessoas ocupadas. Jesus disse quando estava neste mundo: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9:4). Ele também afirmou: “Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também.” (Jo 5:17) A vida de Jesus era um claro exemplo para nós da atividade dirigida pelo Espírito Santo, que era Sua obsessão diária.

Infelizmente, muitos cristãos sentem que suas vidas podem ser qualquer outra coisa, menos frutíferas. Incontáveis crentes se sentem não usados e impotentes, sentindo que não estão afetando aqueles que estão à sua volta e que suas vidas realmente não estão sendo úteis ao Reino de Deus. É para estas pessoas – estas que imaginam não estar dando frutos para Deus – que esta mensagem é especialmente direcionada.

Para começar a dar frutos – para ser realmente usado pelo Senhor – uma coisa se sobressai: É a questão “Quais são as nossas prioridades?”.

Por favor, não perca este ponto absolutamente crucial desta questão. Já que existem tantas coisas neste mundo – tanto espirituais quanto físicas – que nos mantêm fora da vontade de Deus, a menos que tenhamos este assunto corretamente focalizado, não iremos a lugar algum.

A prioridade bíblica, que é claramente ilustrada para nós pela vida de Jesus e de Seus discípulos é esta: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus”. Todas as outras considerações (tais como comida, abrigo, roupas, etc.), devem ser secundárias. Até chegarmos a este ponto de estarmos inteiramente desejosos de colocar os interesses de Deus em primeiro lugar, não estaremos em posição de ser grandemente usados por Ele.

Este é o ponto de partida. É um lugar de total consagração. Quando nos colocamos no altar de Deus com tudo o que somos e tudo o que temos e com tudo o que poderíamos ser neste mundo, quando nos chegamos a Deus completa e absolutamente à Sua disposição então, e somente então, estaremos prontos para começar a dar frutos.

Por favor, não me entenda mal. Não estou dizendo que os outros nada podem fazer pelo Senhor. Entretanto, conforme iremos ver mais tarde, somente nós, que começamos aqui no altar, entregando o nosso “Isaque” conforme fez Abraão – aquilo que é mais precioso para nós – é que estamos em posição de entrar completamente na vontade de Deus.

Qualquer um que seja indeciso não vai permanecer na obra de Deus. Uma vez que um crente chegue a este ponto de total rendição, uma vida verdadeiramente frutífera pode começar.

Um problema que muitos têm encontrado é que eles, na verdade, começaram bem mas acabaram se desviando do caminho. Quando se tornaram filhos de Deus, esta era a sua atitude: desejavam ir a qualquer lugar e fazer qualquer coisa por amor ao Seu Nome.

Entretanto, às vezes conforme o tempo foi passando, este zelo inicial desapareceu. Pouco a pouco outras coisas se insinuaram para diluir este primeiro amor. Vagarosamente, o compromisso que antes professavam foi enfraquecendo e suas vidas foram se tornando cada vez mais improdutivas e espiritualmente insatisfatórias.

PERMANECENDO NA VIDEIRA

É evidente que, para produzir frutos, precisamos permanecer na vinha. Lemos: “Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto” (Jo 15:5). Essa permanência deve se referir a andar em intimidade com Jesus. Está falando de um relacionamento com Deus que captura completamente nosso coração, incluindo todo o nosso tempo e atenção.

Frutificar exige que estejamos encantados com Jesus. Ele deve ser o que ocupa nossos pensamentos e sentimentos. Este “permanecer” envolve uma intimidade, uma comunhão espiritual que caracteriza nosso viver. Envolve também andar com Ele como os primeiros discípulos fizeram.

Para seguir Jesus, precisamos estar íntimo com Ele. Quero dizer que nossos corações estão voltados para Ele e estamos prontos a obedecê-Lo. Se há dentro de nós qualquer resistência ou estamos indecisos a respeito do que nós queremos, isso vai atrapalhar nossa intimidade com Jesus, e impedir que andemos com Ele em obediência.

Quando estamos apaixonados por Ele e temos uma entrega completa de tudo de que somos, então podemos manter essa doce comunhão e intimidade com Ele. E, assim, andar nas obras Dele.

Somente deste modo nós estaremos produzindo este fruto sobrenatural que Ele requer. Por falar nisto, esse fruto não é resultado do esforço próprio e empenho pessoal, mas um resultado espontâneo de um relacionamento íntimo com Jesus.

A PARÁBOLA DO SEMEADOR

Para ajudar aqueles que se acham improdutivos e estão procurando o caminho, vamos agora examinar uma porção da Escritura que fala especificamente sobre este problema. É a parábola do semeador, encontrada em Mateus 13, Marcos 4 e Lucas 8. Aqui, temos detalhados alguns itens que tornam os cristãos úteis ao Reino de Deus.

Como o leitor, sem dúvida, já está entendendo, o estado de improdutividade é um problema de coração. É uma condição que revela haver algo de errado em nosso interior. De algum modo, nossa completa entrega ou nossa paixão por Jesus sofreu um impacto negativo. Algo está errado.

Mas, com a ajuda de nosso Senhor – uma vez que identificamos as coisas em nossos corações que estão em choque com nossa intimidade com Deus – poderemos extirpá-las e entrar de novo em uma experiência cristã alegre e produtiva.

Não há dúvida que esse trabalho pode ser um pouco doloroso. Alguns podem até sentir medo. Mas me deixe lhes dizer que isto será muito valioso quando vocês atingirem as coisas que Deus tem preparado para vocês.

A parábola do semeador é uma história muito familiar a todos. Ela conta como um semeador saiu a semear e espalhou suas sementes, que caíram em diferentes tipos de solos, produzindo resultados variados. Algumas não fizeram coisa alguma. Outras se esforçaram bastante, mas pareciam murchar. Outras ainda foram sufocadas e se tornaram infrutíferas. Mas, umas poucas sementes caíram em solo bom e trouxeram frutos para Deus, algumas a trinta, outras a sessenta, e algumas a cem por um.

Somos ensinados que esta semente que foi semeada era a Palavra de Deus. (Vamos lembrar aqui que “a Palavra” da qual estamos falando não é um livro, mas sim é uma Pessoa que amamos.) A Palavra de Deus hoje está sendo semeada nos corações dos homens. Deus está semeando essa Sua Palavra com a expressa intenção de nos fazer produzir frutos.

Assim como o semeador antecipou o crescimento da safra destas sementes, assim também Deus tinha o propósito que Sua Palavra trouxesse frutos para o Seu louvor, Sua honra e Sua glória. Efésios 2:10 diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”

Por não termos espaço aqui para examinar completamente cada aspecto desta parábola, quero me concentrar em um tipo particular de solo no qual caíram estas sementes, porque sinto que é uma condição primordial entre os cristãos hoje. Este é o caso das sementes que caíram entre os espinhos.

Estas pessoas são do tipo que recebem a Palavra, que acreditam em Jesus, que são evidentemente cristãs, mas que nunca parecem fazer muita coisa. Elas nunca terminam as obras que Deus planejou que fizessem.

Talvez sejam “bons” crentes, que frequentem os cultos na Igreja. Possivelmente não haja pecados grosseiros em suas vidas. Entretanto, suas vidas não estão cheias de frutos. Elas não são produtivas. Não parecem estar vivendo completamente para Aquele que as comprou com Seu precioso sangue.

De acordo com esta parábola, quando colocamos juntas as evidências encontradas nos três evangelhos, essa condição infrutífera é causada por quatro coisas: os cuidados do mundo, a ilusão das riquezas, os prazeres desta vida e a lascívia por outras coisas. Vamos empregar um pouco de tempo para examinar cada um destes problemas.

OS CUIDADOS DO MUNDO

Para começar, é muito fácil para os cristãos se envolverem e até ficarem atolados naquilo que as Escrituras chamam de “os cuidados do mundo”. Esta categoria abrange coisas tais como: comida, abrigo, roupas, educação, companheiros de vida, oportunidades de carreira, sustento e outros similares. Todas estas são coisas com as quais o homem naturalmente se preocupa. Para muitos, estes interesses são tão importantes que se tornaram o ponto central de suas vidas.

Entendendo esta tendência humana natural, Jesus contou outra parábola sobre os pássaros no ar e as flores do campo – como eles são vestidos e alimentados pelo próprio Deus. Sua censura aos seus discípulos foi bem clara: eles não deveriam se preocupar com estas coisas. Deixe-me repetir isto: “Não se preocupar com elas!” O ensinamento de Jesus foi que os cristãos não devem estar focalizados nestas coisas. Ele tomaria conta delas.

Como pode tal coisa ser verdadeira? Será possível que Jesus não queira que prestemos atenção ao nosso futuro? A nossa educação não é do maior importância? A nossa segurança financeira não é algo com que devemos dar séria e prolongada consideração? Estas coisas não são essenciais à nossa existência?

De acordo com as Escrituras, a resposta é “NÃO”. Somos advertidos a não nos preocupar com estas coisas (Mt 6:25). Certamente isto significa que não devemos dar tempo e atenção a elas. Ao contrário, somos instruídos a trabalhar para o Senhor e para o Seu Reino com prioridade.

Por que Jesus nos exortaria a não nos ocuparmos com coisas que parecem tão vitais à nossa existência? Como poderemos viver neste mundo sem prestar bastante atenção a estas coisas? As respostas a estas questões são razoavelmente simples. Seres humanos são criaturas finitas. Seus corações e mentes só podem se ocupar com um número limitado de considerações.

Quando nossa afeição é dividida e focada nessas considerações terrenas, pensamentos direcionados para Deus e sobre o Seu Reino ocupam, automaticamente, o segundo lugar. Estas coisas começam, então, a tomar um lugar em nossos corações, que deveria estar reservado apenas para Deus.

Ele pretende que nós O olhemos como Provedor de todas as nossas necessidades e quer que aprendamos a confiar Nele completamente. Deste modo, nossas mentes e corações estarão livres para procurar Seu Reino em primeiro lugar – procurar Sua vontade, passar tempo em oração e em nos concentrar como poderemos executar da melhor maneira possível aquilo em que Ele está nos liderando.

Como é fácil estar no estado em que Marta se encontrava quando Jesus veio visitá-la em sua casa em Betânia: “estar distraída” com muitos afazeres (Lc 10:40).

Crianças, limpeza de casa, emprego, roupas novas, compras de supermercado e muitas outras obrigações do dia a dia, tornam-se, para algumas pessoas, o centro de sua existência. Seu trabalho, seus negócios e suas casas se tornam o foco.

Eles sentem que estas coisas são importantes (e é claro que elas são!), mas o problema é quando elas começam a ocupar nosso tempo e atenção, deixando-nos longe do Senhor e focados em coisas terrenas. Jesus disse claramente que, se O procurarmos em primeiro lugar, Ele tomará conta de todas estas coisas e nos deixará livres para darmos frutos.

A ILUSÃO DAS RIQUEZAS

Uma segunda coisa que impede nossa produtividade espiritual é a ilusão de riquezas. É realmente difícil alguém que esteja correndo avidamente atrás de riquezas, algum dia, ser capaz de reconhecer que está longe do plano de Deus. O poder do dinheiro é extremamente sedutor.

Na verdade, hoje existe um completo segmento da população cristã que está ativamente perseguindo as riquezas e ensinando aos outros que esta é a vontade de Deus para as suas vidas. Ainda ouvimos as Escrituras dizerem que “Aqueles que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (1 Tm 6:9).

Perseguir riquezas é perseguir o vento. Nada está mais distante do modo de Cristo do que procurar avidamente por dinheiro. Muitos grandes homens de Deus se arruinaram por isso. Deus é o dono do gado em milhares de colinas. Ele possui tudo. E Ele dará aos Seus servos aquilo que lhes é necessário. Se nós temos em abundância, devemos agradecê-Lo por isto. Se estamos humilhados, a resposta ainda é a mesma. A Bíblia diz que: “Em tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, no que toca a você” (1 Ts 5:18).

Os cristãos precisam aprender a ser gratos a Deus pelo que têm e a confiar que Ele vai cuidar de tudo. Este é um segredo que Paulo descobriu. Ele disse: “Eu aprendi, não importa o estado em que eu esteja, a estar contente” (Fp 4:8).

Quando perseguimos dinheiro, salários mais altos, empregos melhores ou mais educação com propósitos financeiros, nossas mentes e corações facilmente se afastam das obras de Deus. Os resultados são desastrosos. Rapidamente nos tornamos infrutíferos em nosso trabalho para Jesus. Nada pode afligir mais o Senhor do que ver o Seu povo perseguindo tais vaidades. Ele tem tanto para nos dar e haverá muito mais ainda de valor eterno esperando por nós quando Ele voltar.

Como precisamos passar nosso tempo na Terra trabalhando ativamente pelas coisas que levam à vida de Deus! As Escrituras dizem que devemos pensar nas coisas lá do alto e não nas que estão aqui na Terra. As coisas invisíveis é que são eternas. Perseguindo as coisas celestiais acumularemos tesouros que não podem ser consumidos ou destruídos.

A BUSCA PELO PRAZER

Uma terceira coisa que impede muitos crentes de fazer a obra de Deus é a busca pelo prazer. Nossa sociedade, hoje, parece estar centralizada no conforto e no prazer. A TV, o teatro, o cinema, os esportes e os entretenimentos de todo tipo dominam a vida de muitas pessoas.

Alguns se sentem mal se passam um dia sem ler a coluna de esportes de seu jornal ou sem descobrir as atividades de seus times favoritos.

Os cristãos desperdiçam muito dinheiro buscando o prazer. Eles também desperdiçam um tempo valioso que Deus poderia estar usando para Seus próprios propósitos. Caros jantares recreativos, esportes, festas, vários passatempos – qualquer coisa desta natureza – podem direcionar nossos corações para o desejo de mais e mais prazer.

Uma das coisas mais preciosas que temos para oferecer a Deus é o nosso tempo. Se Ele não possui o nosso tempo, também não nos possui. E, a menos que Ele nos possua, não poderemos ser frutíferos da maneira que Ele deseja. A maneira que estamos usando nosso tempo é um indicador seguro de quais são as nossas prioridades.

Alguns crentes gastam horas incontáveis assistindo a programas de TV que são moralmente questionáveis ou porcaria pura. Outros gastam seu tempo de sobra, dinheiro e energia, construindo uma casa de férias onde podem passar seu tempo de lazer. Indo à academia todo dia e a preocupação com praticar esportes voltam a atenção de muitas pessoas para a condição de seus corpos.

Bem, não estou dizendo que os cristãos não têm necessidade de, ocasionalmente, ter algum tempo para relaxar se estiveram trabalhando demasiadamente na obra de Jesus. Mas muitos crentes desperdiçam muito mais tempo do que o necessário simplesmente se divertindo. Isto não apenas entristece o Espírito Santo, mas nos torna infrutíferos, frustrando e impedindo os propósitos de Deus na Terra. Mais uma vez, aquilo que fazemos com o nosso tempo mostra onde realmente está o nosso coração.

Não há dúvida que muitos dos filhos de Deus terão dificuldades em compreender o problema de que as diversões aparentemente inocentes poderão impedir a sua caminhada espiritual. Tenho conhecido muitos que até se ofendem quando este tipo de questão se levanta.

Tudo o que tenho a lhes dizer é isto: Se vocês desejam uma vida espiritual frutífera e abundante, devem ser daqueles que não se envolvem em busca de interesses próprios. Devem ser aqueles completamente consagrados a Deus em todas as coisas.

Nenhum cantinho de sua vida é pequeno demais ou nenhuma área é tão sem importância, de maneira que Deus não a deseje possuir. Como esta parábola mostra claramente, se nossas vidas estão espiritualmente letárgicas e improdutivas, esta poderia ser a razão.

A LASCÍVIA POR OUTRAS COISAS

Um quarto item mencionado nesta parábola, que faz as sementes serem infrutíferas, é a lascívia por outras coisas. Alguns desejam ser famosos. Outros almejam uma posição particular na comunidade ou sucesso nos negócios. Alguns querem um carro novo, um barco, terras ou uma casa. Pode ser qualquer coisa. Somente você pode saber, diante de Deus, o que está em seu coração que o faz buscar ansiosamente e que está impedindo seu coração de ser inteiramente Dele.

Nosso Deus é um Deus ciumento. Ele quer possuir nossos corações por inteiro. Ele já sabe o que está dentro de nós que está tomando o lugar em nossas afeições que deve ser reservado somente a Ele. Se continuarmos nessa condição sem arrependimento, vamos ser expostos naquele Dia do Senhor como servos rebeldes e infrutíferos.

Não podemos servir a dois mestres. Não podemos servir a Deus e a mamon (Lc 16:13). A lógica disso é que quando nossos corações ficam divididos, acabamos nos afastando do que é menos tangível, menos palpável. E quando nosso coração se afasta de Deus, o suplemento de vida sobrenatural que produz os frutos em nós diminui ou até acaba. Quando nosso Mestre percebe que estamos amando outras coisas e que essas estão tomando o lugar Dele, Ele Se afasta de nós também. O resultado desse mal é uma existência infrutífera e carente da presença de Deus.

Mas se hoje você se ajoelhar diante Dele e abrir seu coração, permitindo que o Espírito Santo perscrute seu interior e o ilumine, você poderá descobrir quais são estes impedimentos. Eu lhe peço, permita que a luz de Deus penetre em seu coração. Permita que Ele exponha estas coisas.

Não tenha medo. Parecerá doloroso apenas por um momento. O que Deus trará para você em substituição a estas coisas as quais você se apega desesperadamente, é muito mais do que você pode pedir ou sequer imaginar. Uma vida cheia do Seu Espírito e ocupada com as obras de Deus é a coisa mais satisfatória e recompensadora na qual uma pessoa pode se engajar.

Entretanto, muitos ainda são afastados desta vida de plenitude e de glórias por estas coisas ilusórias, terrenas e servis, que faz com que a Palavra Viva neles fique infrutífera.

Você deve ter notado que no final desta parábola não se diz que estas pessoas não fizeram coisa alguma ou que elas não eram “boas cristãs” ou mesmo que nunca cresceram um pouco ou que nunca tiveram nenhuma experiência com Deus. Ela simplesmente afirma que eles não deram frutos “à perfeição” – ao amadurecimento.

Talvez haja umas poucas uvinhas, por assim dizer, pendurados em sua videira. Talvez você considere adequado que Deus tenha usado você para dar frutos tais como duas ou três uvinhas.

Mas o desejo de Cristo é que possamos dar muitos frutos, até a perfeição, para cumprirmos o ministério que Ele nos deu. Ele quer que nos enchamos completamente à medida que Deus planejou para nós. Uma vida investida na obra de Deus servindo aos outros, resultará na maior recompensa que uma pessoa pode ter. Ninguém que busque este procedimento se arrependerá.

Se você estiver interessado neste tipo de existência, deixe-me reiterar que o único caminho para que isto aconteça é tomar a firme decisão de, a partir deste dia, render sua vida completamente a Jesus e colocar o reino Dele em primeiro lugar. Nós, Seu povo, precisamos oferecer nós mesmos no altar de sacrifícios. Romanos 12:1,2 diz que “isto é razoável, aceitável e agradável a Deus”.

Uma vez que já nos entregamos sem reservas, então Ele pode começar a nos usar, a Se mover em nós e através de nós, para cumprir os Seus propósitos. Não há dúvida que é isto o que Deus deseja. Também é inquestionável que haverá um preço. Deus requer tudo o que somos, tudo o que temos e tudo o que podemos ter ou ser. Em lugar disto tudo, Ele nos dará tudo o que Ele é e tudo o que Ele tem.

NÃO SÃO NOSSOS ESFORÇOS

Temos falado aqui sobre servir a Deus e frutificar. Mas, gostaria de deixar bem claro que nada disso é feito com nossos próprios esforços. Deus não está procurando algo que podemos fazer para Ele. Em vez disso, Ele quer trabalhar por meio de nós. A obra que Ele tanta deseja não é algo que podemos fazer. A obra de Deus é de fato, a obra Dele. É algo que somente Ele pode realizar. Nossa rendição abre o caminho para que Ele possa trabalhar em nós e através de nós. Como um galho de uma videira não pode dar fruto sozinho, também nada podemos se não ficamos intimamente ligados a Ele.

Há alguns que, após anos de tentativas e desempenhos, desistem da “obra de Deus.” Muitas vezes estão frustrados e esgotados. Isso é simplesmente um resultado de tentar servir a Deus com nossas próprias forças e energias. Nós temos seguido nossos planos e esquemas, tentando fazer uma obra para Deus, mas não foi Deus trabalhando por meio de nós. Em vez de ser liderado pelo Espírito Santo, fomos guiados por nossa própria ambição, ego e desejo por sucesso.

Agora é a hora de desistir de tais coisas e voltar nossos corações para Deus. Precisamos arrepender de tudo que temos feito em Seu nome que não se origina Dele. Depois disso, em completa submissão, devemos deixar que Ele cumpra Sua vontade em nós.

Este é verdadeiramente o caminho. Se pela misericórdia de Deus você compreende que você abandonou seu primeiro amor, e que seu antigo zelo se esgotou, esta é a resposta. Venha abertamente para Deus. Permita que o Seu Santo Espírito perscrute o seu coração e, seja o que for que Ele encontrar lá, pela Sua graça, submeta a Ele.

Queridos amigos, não há caminho melhor. Que nós possamos escolhê-lo por Sua misericórdia, antes que Ele volte.

Final do Capitulo 5

Ler outros capitulos online:

Capitulo 1: NÃO OBSTANTE

Capitulo 2: O BATISMO COM FOGO

Capitulo 3: A SUBSTANCIA DE FE

Capitulo 4: O CAMINHO DE CAIM

Capitulo 5: FRUTIFICANDO (Capitulo Atual)

Capitulo 6: O SACERDOCIO

Capitulo 7: O SETIMO DIA

Capitulo 8: A ESPADA E O REINO

Capitulo 9: TRES PRINCIPIOS ESSENCIAIS

Capitulo 10: AMOR DE DEUS

Capitulo 11: VOCE ESTA ENGANADO?

Capitulo 12: O VERDADEIRO MINISTERIO